Recentemente aqui na PanGea teve um post no blog muito interessante, em que foi exposto, no radar da ThoughtWorks, a tecnologia "Servidores de Aplicação" com o status de hold (http://pangeanet.org/profiles/blogs/servidores-de-aplica-o-ainda-s-...).

Creio que esta é uma discussão interessante de ser levantada: qual o lugar dos servidores de aplicação hoje? Ele está caindo em desuso? Será que ele se tornará algo irrelevante no futuro tal como o usamos hoje em sua forma atual? Seu futuro será ser um componente embarcado?

Quais os caminhos que, na opinião de vocês, esta tecnologia pode tomar?

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Fala Lobo, bem. Este é um tópico realmente interessante. E acho que carece primeiramente de definirmos e entendermos conceitos por trás do uso de servidores de aplicação. Middleware é a palavra da vez e é um conceito chave para falarmos sobre servidores de aplicação. A ideia de termos uma camada de software sobre a qual nossas aplicações "pousam" e desta consomem serviços e recursos de forma a abstrair sua localização, configuração e afins da app é uma estratégia bastante interessante. Não só faz com que as apps foquem muito mais no que devem fazer e abstraiam quase que totalmente a camada de infraestrutura e de acesso a recursos como padroniza e limita a quantidade de acessos indesejados.

Já é de tempo que acompanho a caminhada das apps fullstack onde acreditam que o middleware tornou-se desnecessário. O fato de eu não ver esta camada não significa que ela não exista. O que de fato há por baixo dos panos na maioria das vezes é que as apps acabam por incorporar o middleware internamente.

É claro que há situações onde um servidor de aplicação torna-se um peso maior e acrescenta mais complexidade que o de fato necessário.

Recentemente em conversa acadêmica com colegas de turma conversávamos exatamente com um entusiasta da era fullstack, onde apps eram responsáveis por seus recursos bem como liberar suas próprias portas de conexão e afins. Não demorou para surgirem questões como: Quem gerencia as portas que estas apps abrem? Quem monitora os recursos utilizados por estas apps? Quais configurações de acesso a recursos como base de dados? Quem controla pool de conexões? Como é a segurança? Como funciona o cluster e o balanceamento destas apps? Compartilham sessão? entre outras questões... Logo se viu que a governança é um desafio enorme para o mundo fullstack bem como é preciso ter bastante confiança no time que libera os produtos pois estes saem "prontos" para o consumo do mundo.

No final, penso eu que sempre há espaço para toda e qualquer novidade que traga facilidade e nos abstraia cada vez mais do que não é negócio. Mas temos sempre que ter em mente que como tudo na TI nada vem de graça, sempre se ganha com algo e se perde com outro, o famoso trade off está e estará presente em qualquer situação.

Não canso de pensar se seria possível por exemplo desligar os vários servidores de aplicação que compõem basicamente a espinha dorsal do nosso sistema financeiro nacional baseado quase que prioritariamente por ferramentas IBM com JMS e substituir por inúmeras apps fullstack.

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