Já que estamos em um grupo Professores, lá vai o desafio de sempre: o que ensinar em Engenharia de Software na graduação? Normalmente são duas disciplinas de 60 horas com algumas variações (algumas são de 75 ou 90 horas), e esse tempo não é suficiente para fazer os alunos botarem a mão na massa prá valer. E a quantidade de tópicos e assuntos é muito grande, e nós professores temos esse desafio: como organizar essas disciplinas, de forma tal que o aluno saia delas com conhecimento de fundamentos e com alguma prática? Eu tento uma mudança todos os anos, melhoro tópicos, mudo a forma de aplicar o projeto, os resultados não mudam muito. Mas, por exemplo até hoje não consegui entrar com Métodos Ágeis prá valer, não dá tempo de fazer isso. Minha melhor experiência foi a desse último semestre de 2008, na Eng. Software II: adotei o livro do Raul Wazlawick "Análise e projeto de sistemas de informação orientados a objetos" como manual de projeto, dividi o projeto em quatro partes, cada parte associada com um grupo de capitulos do livro, cobrindo o livro todo de cabo a rabo. O projeto foi relativamente simples (recomendo que façam o mesmo), Agenda remota para telefones celulares (que agora descobri que a TIM oferece como serviço para quem tem os chips de 128k), e deixei os alunos darem asas a imaginação. Junto com a terceira fase do projeto, cada grupo preparou um protótipo para testar o projeto e corrigir eventuais falhas, e foi muito bom, tipo competição com os próprios alunos avaliando o trabalho dos colegas. Paralelamente, eu andei com as aulas teóricas cobrindo os tópicos relativos a cada parte do projeto, no mesmo ritmo do próprio projeto, dentro da filosofia de Eng. Software baseada em Processos. Tentei seguir um modelo de disciplina baseado em PBL-Project Based Learning, e gostei muito da experiência. Está lançado o tópico, vamos à discussão... zeluis (essa mensagem vai pro blog em breve, aumentada e comentada)
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