A questão da linguagem no desenvolvimento de software: em busca de melhores metáforas

Oi gente, tudo bem?


Conforme o tempo foi passando, um problema que observo claramente na nossa área é a ausência de bons termos para descrever o que de fazemos. Vêmos analogias muito pobres, normalmente ligadas a áreas que produzem bens essencialmente físicos como engenharia civil (o "programador pedreiro", o arquiteto de software "mestre de obras"), engenharia, etc.

Como a nossa visão do mundo é profundamente influenciada pela linguagem que usamos, acredito que isto nos leve a cometer erros que passem despercebidos, como por exemplo forçar um modelo industrial na produção de software. Então comecei uma jornada pessoal/profissional na busca por novas analogias que nos ajudem a compreender melhor o que fazemos e, com isto, evitar este tipo de erro.

Eu descrevo esta minha teoria no meu blog, cujo link segue a baixo e gostaria muito de saber a opinião de vocês:

http://www.itexto.net/devkico/?p=1230

Na opinião de vocês, qual tipo de metáfora ou analogia deviamos usar para descrever melhor o que fazemos e assim evitar cair neste tipo de problema?

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Comentário de Henrique Lobo Weissmann em 10 dezembro 2012 às 21:37

Minha opinião é a de que há um mercado para este tipo de metáfora porque tanto fornecedores quanto consumidores simplesmente não pensam muito a respeito no seu significado e nas consequências de sua adoção.

Talvez se começassemos a repensar nossas metáforas os fornecedores que adotam este tipo de analogia poderia simplesmente repensar seu modelo de negócios para oferecer algo melhor tanto para seus clientes como para si mesmos.

Comentário de Vinicius H Mol em 10 dezembro 2012 às 14:40

Luiz, tudo blza?

Camarada, a minha bronca com esse termo "fábrica de software" para definir a organização dos times de projetos é

1) que ele é antagônico à forma como uma solução computacional é desenvolvida pelas pessoas. Não existe molde, formula ou algo que remeta a uma linha de produção e, portanto, remeta a uma "fábrica". Na minha visão, é um conjunto de atividades essencialmente criativas e não mecanizadas ou automatizadas;

2) que as empresas vendem a idéia disto, não é bem a coisa de Oferta x Demanda, mas sim, uma forma de justificar para os (futuros) clientes a capacidade delas de entregarem o(s) serviço(s). É mais para tentar passar uma "imagem" de maturidade e organização.

Comentário de Henrique Lobo Weissmann em 10 dezembro 2012 às 10:04

Oi Luiz, de forma alguma você diminuiria o post citando outras fontes, né? Pelo contrário.

É muito bom topar com outras fontes justamente pra poder enriquecer as idéias que a gente vêm desenvolvendo, valeu demais pela dica!

Comentário de Deiverson J. L. da Silveira em 5 dezembro 2012 às 14:24
Ahhh... Quase me esqueci de mencionar o sonho de consumo de alguns gestores, que possuem esse pensamento "industrial" de criar um "produto" que vai dar muito dinheiro a partir do esforço e ideias criativas dos operários e estagiários da "fabrica"!
Comentário de Deiverson J. L. da Silveira em 5 dezembro 2012 às 14:14
Creio que existem raizes profundas nisso e seja um problema geral das empresas. Acredito que essa cultura de cunhar a atividade como "Fabrica de Software" é mais um erro herdado de uma cultura organizacional e empresarial que pensa no software como uma "linha de montagem", do meu ponto de vista é uma visão organizacional ultrapassada e falha pois não realizamos um trabalho "mecânico" e sim puramente intelectual e muitas vezes único de projeto para projeto, até por que todo projeto é único, infelizmente esse é um erro que reflete mais a visão do alto escalão e vai descendo, para a esfera gerencial e de coordenação. Pelo menos é meu ponto de vista!

Abraço,
Comentário de Vinicius H Mol em 5 dezembro 2012 às 14:13

E falando em termos e analogias, aquele que eu acho mais grotesco e nefasto para a computação é o tal do "fábrica de software"! Não existe termo mais "CREATIVITY KILLER" que este! E pior que algumas empresas ainda vendem isto como uma "vantagem" competitiva.

Comentário de Adriano Tavares em 5 dezembro 2012 às 13:34

Bacana o seu post Henrique!

Em um post do Craig Larman no InfoQ ele discute sobre uma afirmação que gerou polêmica. A afirmação é a seguinte:

"Architecture is a bad metaphor. We don't construct our software like a building, we grow it like a garden."

Acho válida a afirmação. Talvez, de acordo com o contexto de negócio, uma metáfora seja mais aplicável do que outra, mas no geral a idéia de "cuidar do jardim" me parece boa. 

Segue o post: http://www.infoq.com/articles/large-scale-agile-design-and-architec...

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