Tendências de Arquitetura de Software para 2014

2014 é o primeiro ano onde o número de dispositivos mobile irá ultrapassar o número de dispositivos tradicionais (desktops). Esta mudança tem sido impulsionada por fatores econômicos como a redução dos preços de celulares e tables e também por aspectos culturais como o Bring Your Own Device (BYOD),Bring Your Own Appliance (BYOA) e a Internet das Coisas.

Para quem trabalha com arquitetura, estas e outras novidades trazem novos desafios para os arquitetos. Destaco alguns destes desafios em 5 tendências de arquitetura de software.

1. Arquiteturas Móveis Corporativas

Muitos técnicos, ao pensar em aplicações móveis, pensam que o problema está apenas localizado no lado cliente, nas aplicações que rodam Android e iOS. Em verdade, a maioria das aplicações móveis faz comunicações com servidores e portanto a correta montagem arquitetural da camada servidora para lidar com aspectos como a gerência de estado offline da aplicação, sincronização de dados cliente e dados do servidor, picos de escalabilidade e renderização em múltiplos dispositivos. Este tipo de arquétipo tem sido chamado de MADM (Mobile Application Development Platform) e é um tema cada vez mais presente na realidade das grandes empresas.

2. HTML5 como linguagem multi-dispositivo

O HTML 5 ganha força e tende a se tornar uma linguagem padrão para a renderização Web e também para a renderização iOS,  Android e Windows Phone. Esta tendência, hoje implementada por diversos frameworks Web/Mobile de mercado, tem suas motivações no alto custo da geração de aplicações nativas em diversos dispositivos e uma ausência de dominância clara do mercado de dispositivos móveis por um único fornecedor.

3. A chegada dos “Arquitetos das Nuvens”

A virtualização já e um fato estabelecido na indústria de TI Brasileira e a tendência da computação nas nuvens ganha força a cada dia. Compreender, escolher e arquitetar os diversos tipos de plataformas de nuvens tem se tornado um desafio formidável. Exemplos incluem o IAAS, PAAS, SAAS, DAAS, NAAS, XAAS, nuvens públicas, nuvens privadas, nuvens híbridas, nuvens pessoais, entre outros sabores de nuvens.

A necessidade de profissionais que consigam pensar apropriadamente o uso da computação nas nuvens é cada vez mais requisitado nas empresas de médio e grande porte do Brasil.

4. Arquiteturas Sensíveis ao Contexto

A Internet das Coisas liga pessoas, coisas, informações e lugares em um modelo único de valor aos seres humanos. Um exemplo futurístico pode ser visto no filme Minority Report (no ano 2053). Exemplos Reais do seu dia a dia em 2014 podem ser visto no uso do Waze para vencer o trânsito caótico das cidades, nas plataformas inteligentes da Akamai para otmizar o tráfego de dados sobre os principais backbones da Internet ou mesmo nos Smart Grids em modernas redes de distribuição de energia elétrica.

As arquiteturas sensíveis ao contexto, que podem ser observadas nos níveis mais avançados do modelo OSIMM (Open Group Integration Maturity Model), são arquiteturas que ligam hardware, dados e tecnologias através de conceitos avançados como iBPMS, SOA 2.0, BRMS, CEP e Analytics.

5. A proliferação de tecnologias para construir aplicações corporativas

De 1997 a 2010, o mercado de TI esteve relativamente fixado nas linguagens Java e C#, com alguns grupos de TI trabalhando em linguagens dinâmicas como PHP, Ruby e similares.

Nesta década, temos visto uma proliferação de tecnologias, como por exemplo Ruby on Rails, Sinatra, Node.JS, F#, Scala, Objective C, Erlang, Java para Android, entre outras. É uma nova era da diversidade tecnológica, onde os desenvolvedores ganham liberdade para escolher as tecnologias mais apropriadas à realidade da sua empresa.

Post originalmente realizado em http://arquiteturasistemas.wordpress.com

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Comentário de Marco Mendes em 12 janeiro 2014 às 10:12

Bacana, Leonardo. Realmente devem ser coisas que iremos observar com cada vez mais intensidade.

Comentário de Leonardo em 12 janeiro 2014 às 8:29

Ola Marco,

Creio que em 2014 veremos também a aplicação mais intensiva de Big Data pelas empresas pra tirar proveito das informações geradas pela "internet das Coisas". Nesse caso, não só teremos o simples processamento offline dos dados mas em tempo real como vemos no projeto SummingBird do Twitter. Também creio que 2014 veremos o uso mais intensivo de bancos NOSQL e um uso cada vez menor dos grandes servidores de aplicação (Jboss , Websphere e Weblogic) no backend das aplicações pra dispositivos móveis.

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