Certificação SCEA(OCMJEA), depois de uma década permanece válida

Compartilho com vocês meus pensamentos sobre a SCEA após ter passado pela experiência desta certificação.
Recebi hoje a confirmação da minha aprovação na certificação Oracle Certified Master, Java EE 5 Enterprise Architect. Com isso termino minha busca pelas principais certificações profissionais na tecnologia Java. Resolvi aproveitar a ocasião para refletir sobre o valor das certificações profissionais, em especial a SCEA agora chamada OCMJEA (essa sigla é péssima).


A busca pelas certificações foi um grande incentivo para aprofundar meus conhecimentos em cada um dos tópicos estudados. Passei de uma leitura superficial, focada em um problema específico ou outro, para uma visão geral que me preparou para várias situações posteriores. Por exemplo, quando fiz a SCBCD 5.0 ainda não havia bons livros sobre a certificação de EJB 3.0 e tive que me preparar através das JSRs (especificações originais da tecnologia). Na mesma época, em um projeto real, precisei usar esses mesmos conhecimentos para apoiar decisões importantes na arquitetura de um sistema. Algo semelhante aconteceu na SCWCD. Sempre me recusei a estudar certos detalhes de Servlets e JSP por achá-los totalmente inúteis. Estudei obrigado para a certificação, mas depois colhi frutos podendo solucionar problemas mais complexos e entender o funcionamento de frameworks dos quais, antes, eu era um mero consumidor.


Mas falando agora da SCEA e sua relevância, uma das críticas que ouço é que a certificação foca muito em detalhes técnicos da plataforma e que realmente não testa os conhecimentos de um arquiteto. Discordo. Dentro do seu escopo que é arquitetura de soluções corporativas na plataforma Java ela cumpre bem o seu papel. Vou citar alguns exemplos baseados na minha experiência.


Primeiramente, a SCEA(OCMJEA) possui três fases:
1. Uma prova objetiva sobre arquitetura de sofware, design, Java EE e etc.
2. O projeto arquitetural de uma solução na plataforma Java EE para um problema hipotético
3. Uma prova aberta sobre a solução proposta para o problema da fase 2.


Visão do problema
A fase 1 testa os conhecimentos fundamentais e habilita o candidato para as próximas etapas. Na fase 2 é que começa a diversão para valer. É fornecida uma descrição do problema sem muitos detalhes, o que gera alguma insegurança no início. Esta situação é muito comum em projetos reais. Muitas vezes, a visão inicial do problema não é clara o suficiente para pensarmos logo na solução. Na análise arquitetural, boa parte dos requisitos são descobertos, não apenas coletados. Uma vez entendido o problema passamos à solução.


Foco no cliente
Neste ponto, assim como no mundo real, somos tentados a perder o foco, seja pensando apenas em tecnologia, ou sendo preciosistas em relação a detalhes como notação UML. Todas estas coisas só tem valor na medida em que nos ajudam a solucionar o problema do cliente. O cliente é aquele cara que está te pagando para resolver um problema concreto. Nas empresas, sempre temos alguém nos lembrando dos prazos. Durante a certificação, porem, essa responsabilidade é nossa. Acredito que muitas pessoas desistem no meio do caminho da SCEA por este motivo. Para mim foi importante ter definido um cronograma para monitorar meu progresso. Quando percebi que não saia do lugar, concentrei o foco na solução DO problema, sem tentar abraçar o mundo e ser perfeito em tudo.


Rastreabilidade
Enfim, outro ponto importante, pois me deu segurança no final, foi manter a rastreabilidade entre as necessidades da empresa (fictícia), os requisitos arquiteturais e as soluções propostas. Esta abordagem garantiu a cobertura de todo o problema e ajudou a manter o foco. Assim como no mundo real, cada decisão arquitetural deve estar associada a uma necessidade do cliente, mesmo que indiretamente.


Gerenciamento de riscos
A listagem dos principais riscos arquiteturais foi incluída na última versão da certificação. No mundo real, os riscos arquiteturais críticos também devem acompanhados atentamente.


Conclusão
Após esta experiência, reforço a validade e os benefícios da SCEA e de qualquer outra certificação profissional. Principalmente quando sabemos aproveitar bem este tempo de imersão nos estudos, trazendo benefícios reais para o nosso cotidiano.


Texto transcrito do meu blog pessoal.

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Comentário de Luciano Sother em 25 agosto 2011 às 20:17
Parabéns, Leonardo, pela certificação e pelas ótimas colocações.
Comentário de Marcelo Antonio Alves em 2 agosto 2011 às 12:11

Leonardo,

Parabéns pela certificação. Fique certo que suas considerações, alem de bem colocadas, são válidas para muitos tem um foco mais técnico do que com uma visão macro para nortear uma solução.

Comentário de Ricardo Bandeira em 1 agosto 2011 às 23:42

iae  Leooo !!
Parabens aee ,   bom demais  ver a a parte1 chegando ao final =)

 

Intee ... agora e so comemorar

 

 

 

Comentário de Ricardo Ferreira em 30 julho 2011 às 0:08

Grande Leonardo,

 

Parabéns rapaz... é isso ai ;)

Comentário de Márcio Gomes Gonçalves em 29 julho 2011 às 0:12
Parabéns, Leonardo. E obrigado por compartilhar sua experiência.
Comentário de cleidsondiass em 28 julho 2011 às 22:39
parabéns mesmo, concordo totalmente.
Comentário de Luiz Gustavo Stábile de Souza em 28 julho 2011 às 22:23

Leonardo,

parabéns pela certficação, e pelas considerações. São pontos de vista importantes e que ajudam a quem pretende tirar esta certificação.

 

 

Comentário de David Farias em 28 julho 2011 às 22:14

Parabéns meu amigo!!!

Temos agora que marcar para comemorar, rs...

Comentário de Adriano Tavares em 28 julho 2011 às 17:01

Grande Leonardo Luiz,

Parabéns pela certificação! Concordo contigo e reforço a validade desta certificação e do Java EE como plataforma corporativa. 

Comentário de Urbano Botrel Menegato em 28 julho 2011 às 16:41
Boa Léo!
Parabéns pela certificação e pelas considerações.

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